O conto se chama “A Igreja do Diabo”, e o autor é ninguém menos que Machado de Assis 📖, publicado em 1883 no livro Histórias sem Data .
A história começa assim: o Diabo observa que existem muitas religiões, cada uma pregando do seu jeito, e decide: “Por que não teria eu a minha?” Quer criar sua própria igreja, com seus dogmas, sua doutrina — onde o egoísmo, a vaidade e os vícios seriam elevados a virtudes.
Mas o melhor do conto é o final, que é pura sabedoria machadista: depois de um tempo, ele percebe que seus próprios fiéis continuam praticando atos de bondade, mesmo sem ninguém mandar. E Deus lhe diz a frase final:
“É a eterna contradição humana.”
Ou seja: nenhuma doutrina — nem a do bem, nem a do mal — consegue aprisionar completamente o coração humano. Sempre há algo que escapa, algo que surpreende.
Uma obra-prima da nossa literatura, não é mesmo?
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