
Machado de Assis (1839–1908) é amplamente reconhecido como o maior escritor brasileiro, um mestre da literatura em língua portuguesa. Nascido no Rio de Janeiro, de origem humilde, mulato e autodidata, ele superou barreiras sociais para se tornar um dos mais brilhantes romancistas, contistas, poetas, cronistas e dramaturgos do século XIX. Sua obra é marcada por uma análise profunda da psicologia humana, ironia sutil e crítica social, com um estilo que mistura realismo, romantismo e traços do que seria mais tarde chamado de modernismo.
Sobre Machado de Assis
Machado nasceu em uma família pobre, filho de um pintor de paredes e uma lavadeira. Apesar das dificuldades, aprendeu a ler e escrever, trabalhando como tipógrafo e revisor, o que o aproximou do mundo literário. Fundador da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº 1, ele é conhecido por sua capacidade de retratar as complexidades da sociedade brasileira, especialmente as desigualdades, o racismo velado e as contradições humanas, com uma escrita atemporal.
Sua carreira literária é dividida em duas fases principais:
- Fase Romântica: Obras iniciais com traços sentimentais e idealizados, como Ressurreição (1872) e A Mão e a Luva (1874).
- Fase Realista: A partir de 1880, com Memórias Póstumas de Brás Cubas, ele adota um estilo mais maduro, irônico e inovador, consolidando-se como precursor do realismo no Brasil.
Principais Obras
Aqui estão algumas de suas obras mais emblemáticas, perfeitas para destacar no site Mundo do Saber7.com:
- Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)
- Considerada sua obra-prima e um marco do realismo brasileiro. Narrada por um “defunto-autor”, Brás Cubas, a obra é uma reflexão irônica sobre a vida, a morte e a sociedade carioca. Com humor e experimentalismo, Machado rompe com a linearidade narrativa tradicional, influenciando a literatura mundial.
- Dom Casmurro (1899)
- Um dos romances mais famosos, centrado na história de Bentinho e Capitu, com o célebre dilema: “Capitu traiu ou não traiu?” A narrativa, em primeira pessoa, explora ciúmes, ambiguidade e memória, sendo um estudo profundo da psicologia humana. É uma leitura obrigatória e amplamente discutida.
- Quincas Borba (1891)
- Continuação temática de Memórias Póstumas, acompanha Rubião, herdeiro do filósofo Quincas Borba, criador da teoria do “Humanitismo”. A obra satiriza a ganância, a hipocrisia e as ilusões da ascensão social no Brasil imperial.
- Esaú e Jacó (1904)
- Penúltimo romance, explora rivalidades fraternas e políticas no contexto da transição do Império para a República. Com um narrador onisciente e irônico, reflete sobre destino, escolhas e conflitos sociais.
- Contos
- Machado também brilhou como contista. Entre os mais famosos estão:
- “O Alienista”: Uma sátira sobre ciência, poder e loucura, onde o Dr. Simão Bacamarte investiga os limites da sanidade.
- “Missa do Galo”: Um conto psicológico sobre desejo reprimido e ambiguidade, centrado em um diálogo entre Nogueira e Conceição.
- “A Cartomante”: Uma história de traição e ironia, com um desfecho trágico e reflexões sobre o destino.
- Poesia e Crônicas
- Embora menos conhecidas, suas poesias, como as reunidas em Crisálidas (1864) e Fantasias (1872), mostram lirismo e sensibilidade. Suas crônicas, publicadas em jornais, abordavam o cotidiano carioca com humor e crítica social.
Legado
Machado de Assis é um ícone da literatura universal, comparado a autores como Shakespeare e Kafka. Sua habilidade de retratar a condição humana com ironia e profundidade o torna relevante até hoje. Suas obras são estudadas em escolas, adaptadas para teatro, cinema e TV, e traduzidas para diversos idiomas. Para o Mundo do Saber7.wordpress.com, destacar a universalidade de Machado, sua crítica à sociedade e sua genialidade narrativa pode engajar leitores interessados em literatura e cultura brasileira.
