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Gustavo Maultasch (ou Gustavo Henrique Maultasch de Oliveira) é um diplomata brasileiro de carreira, formado em Direito pela UERJ, mestre em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco e doutor em Administração Pública pela Universidade de Illinois-Chicago. Ele foi Network Fellow do Edmond J. Safra Center for Ethics da Universidade de Harvard (2013-2014) e é especialista associado ao Instituto Mises Brasil. Judeu e neto de sobreviventes do Holocausto, Maultasch tem uma reflexão pessoal profunda sobre temas como extremismo, tolerância e liberdade de expressão. Ele também escreve artigos para veículos como a Gazeta do Povo e participa de podcasts e debates sobre política e liberalismo.


Até o momento, sua principal (e aparentemente única) obra publicada é Contra Toda Censura: Pequeno Tratado sobre a Liberdade de Expressão (2022, Editora Avis Rara – selo de não-ficção do grupo Faro Editorial, focado em ciências sociais e pluralidade de ideias). O livro tem 224 páginas, ISBN 9786559571925, e tem sido bem recebido em círculos liberais, com avaliações altas (média 4,8/5 na Amazon, com centenas de resenhas).

Resenha da Obra – Contra Toda Censura é um ensaio acessível e urgente em defesa absoluta da liberdade de expressão, escrito em um momento de intensos debates sobre censura no Brasil e no mundo. Maultasch parte de uma pergunta central: de onde vem a “nova onda de censura” que se disfarça de proteção à democracia, às minorias ou ao combate ao ódio? Ele argumenta que não se deve delegar ao Estado (ou a instituições como tribunais) o poder de definir o que pode ou não ser dito, pois isso abre caminho para abusos inevitáveis.
Com clareza e precisão, o autor recorre a exemplos históricos — do Holocausto (tema pessoal para ele) a casos contemporâneos de cancelamento, discursos de ódio e restrições em redes sociais — para defender que a liberdade de expressão deve proteger até ideias repugnantes, como preconiza a tradição jurídica americana (Primeira Emenda). Ele critica a “censura do bem” ou “virtuosa”, que começa mirando extremistas, mas acaba silenciando dissidentes em geral. Beneficia minorias e a própria democracia, argumenta, permitir até ataques às instituições, pois o antídoto para maus discursos é mais discurso, não proibição.
O livro não é panfletário: Maultasch reconhece dilemas (como o paradoxo da tolerância de Karl Popper) e evita dogmatismo, buscando provocar um debate amplo e corajoso. É uma leitura essencial para quem acompanha temas como regulação de plataformas, inquéritos judiciais sobre “fake news” e polarização política no Brasil. Críticos liberais o elogiam como “absolutamente necessário” em tempos de “justiceiros sociais” e restrições crescentes; já foi chamado de o assunto “mais grave do momento” pelo Instituto Liberal.

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