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Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865–1918) nasceu no Rio de Janeiro e é considerado o principal representante do Parnasianismo no Brasil, ao lado de Alberto de Oliveira e Raimundo Correia (formando a chamada “Tríade Parnasiana”). Apelidado de “Príncipe dos Poetas Brasileiros” em 1907, por votação popular numa revista da época, ele foi jornalista, cronista, tradutor e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (cadeira nº 15).


Bilac abandonou os cursos de Medicina e Direito para se dedicar à literatura e ao jornalismo. Era boêmio, nacionalista fervoroso (defendeu o serviço militar obrigatório e as reformas urbanas no Rio) e autor da letra do Hino à Bandeira Nacional (1906). Sua poesia valoriza a forma perfeita, o rigor métrico, rimas ricas e temas como o amor erótico, a natureza, a pátria e referências clássicas (gregas e romanas), com um toque de sensualidade elegante e perfeccionismo estético.


Principais obras e características
Sua produção poética é marcada pelo soneto impecável e pela busca da “arte pela arte”, típica do Parnasianismo, mas com toques de subjetividade e sentimentalismo que o diferenciam dos parnasianos mais frios.
Poesias (1888): Seu livro de estreia, que o consagrou imediatamente. Inclui ciclos como Via Láctea (poemas de amor passionais e sensuais, como o famoso “Nel mezzo del cammin…” ou sonetos eróticos) e Sarças de Fogo (com temas de desejo intenso e pecaminoso).
Pananóplias (1888, integrado em edições posteriores): Poemas históricos e mitológicos, com descrições plásticas e objetivas, como “A Sesta de Nero”.
Alma Inquieta e As Viagens: Partes adicionadas em edições ampliadas, com reflexões mais introspectivas.
Tarde (1919, póstumo): Considerado seu livro mais maduro, com sonetos reflexivos sobre o tempo, a velhice e a morte. É uma das obras mais lidas até hoje.
Outras contribuições importantes:
Literatura infantil: Poesias Infantis (1904), com poemas simples e educativos.
Obras didáticas (em colaboração): Como Contos Pátrios e Através do Brasil, usados em escolas.
Crônicas e sátiras: Publicadas em jornais, mostrando sua veia jornalística afiada.

Legado
Bilac foi imensamente popular em sua época – seus sonetos eram decorados nas escolas e salões. Embora o Modernismo de 1922 tenha criticado o Parnasianismo como “formalista demais”, hoje ele é reconhecido como mestre da forma poética brasileira. Poemas como “Profissão de Fé”, “Ouvir Estrelas” (“Ora (direis) ouvir estrelas!”) e “Língua Portuguesa” (“Última flor do Lácio, inculta e bela…”) são clássicos eternos, celebrando a beleza da língua e do amor.

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